quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Meu pai

Quando eu era criança, costumava brincar nos corredores do Castelo Mourisco, na FIOCRUZ, ou simplesmente Manguinhos, como se chamava na época. Isso acontecia nos sábados de manhã, naquela época os pesquisadores trabalhavam meio período aos sábados. Entrava nas salas, mexia nos papéis, abria gavetas e os tubinhos de vidro com rolhas eram os meus brinquedos favoritos. Claro que sempre tinha alguém supervisionando essas travessuras, não se podia mexer em nada sem autorização! Gostava muito daquelas fichas brancas, pequenas, cheias de linhas e os blocos de notas também me atraíam muito.
- Se não tiver nada escrito, pode pegar, dizia meu pai.
E assim fui crescendo, cercada de livros, blocos, fichas e tubinhos de vidro. E, claro, tinha também os amigos de meu pai e era um capítulo à parte. Havia um que levava uma valise e quando chegava, atraía a vizinhança. Quando a valise era aberta, saíam cobras de dentro dela, que subiam nos móveis e andavam pela sala com a maior naturalidade!Imaginem isso na cabeça de uma criança!
Mas lá em casa era normal. Havia também o amigo que tirava retratos, as fotografias da família, das crianças e no sábado era o dia do barbeiro que vendia jóias, vocês podem imaginar como a casa era animada! Eu poderia ficar aqui falando sobre a minha infância o resto do dia sem cansar vocês, tantas são as histórias interessantes!

Práticas de leitura 2


A aprendizagem da leitura não se refere apenas à aquisição de códigos gráficos, mas a capacidade de elaborar e utilizar a linguagem escrita. A leitura envolve raciocínio, interpretação e compreensão ativa do leitor, aspectos que superam a mera decifração mecânica grafema-fonema. Envolve também aspectos cognitivos, lingüísticos, perceptivos que interagem; é uma tarefa de estratégica que exige atenção e seleção. A leitura tem como pré-requisito o desenvolvimento da consciência fonológica, o desenvolvimento de representações lexicais, uma memória semântica rica (bom número de significados), memória operativa (manter ativo na memória alguns elementos com significado) e esquemas de conhecimento prévio. 

Práticas de leitura


          A prática de contar histórias vem de muito tempo, sempre se contou histórias para crianças antes de dormir, nos acampamentos, em noites de chuva, nas creches e salas de aula. O conceito de leitura está ligado a várias formas de ver o mundo. Desde crianças começamos a ler rosto de nossas mães e, rapidamente aprendemos a ler quando elas estão bravas, tristes, preocupadas ou nervosas e com o tempo, aprendemos a ler também símbolos e marcas registradas, na medida em que nos são apresentadas várias formas de leitura, como revistas em quadrinhos, jornais, receitas, manuais, instruções de jogos, etc. Acreditamos que o ato de ler não está relacionado somente à capacidade de reconhecer palavras e decodificar determinados caracteres, mas também se relaciona à capacidade de atribuir sentido àquilo que se lê. Assim, promover a leitura é poder compartilhar com o outro não somente os aspectos do gosto pela leitura, mas também agir de maneira ativa no desenvolvimento dos aspectos cognitivos que se relacionam ao conhecimento, possibilitando o desenvolvimento da capacidade de análise e crítica.